Não tenho outro remédio para a minha vida
senão deixar que as palavras falem por mim.
Que sejam a minha expressão.
Oferecê-la a outros olhares?
Se outros olhares a vislumbrarem e as importarem,
terei sido fiel ao amor que me guia.
Ao da minha arte.
A minha vida.
Um amor infinito e indivisível
Porém, que se divide infinitamente
Sem nunca se diminuir
Em intenção
Nem força
Quando a divido com os olhares
que nela recaem.
O amor que me faz ser quem sou
que me faz descobrir a sombra e gostar,
Que me atira de encontro às palavras
Que num gesto de coragem e fé
as alinha em mim,
Nada sou de artista,
Tão só não tenho outro remédio
senão deixar que a minha vida
seja a arte
que me expressa.
Por mim. Usando-me.
A ambas,
amá-las-ei
até que no lugar do nunca,
para sempre,
se infinitem
Pego em mim, no que sou e viajo. Dentro de mim apanhando o comboio da minha imaginação, ou por esse mundo fora, que me convida a não ser, um ser quieto. Ou inspirando-me em Fernando Pessoa, "A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos. É em nós que as paisagens têm paisagem. Por isso, se as imagino, as crio; se as crio, são; se são, vejo-as como às outras"
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
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